quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

nascimento de gabriel

NASCIMENTO
DE
GABRIEL
POR:
Manoel Paixão Barbosa.

Depois que estamos criados
Já velho um pouco cansado
A família pelo mundo
Todos os membros espalhados
Vêm nossos segundos filhos
Nos se alegramos daquilo
Por eles somos consolados

egundo filhos os netos
Mas que os filhos, queridos
Por que quando eles vêm
Os filhos estão crescidos
Os avôs estabilizados
Por isto são esperados
Tenho experiência nisto!

Só dois teve o trabalho
De levar no hospital
Rebeca foi a primeira
Gabriel não foi o tal
Que preocupação
Outros moram e então
Teve ajuda parternal.
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Ao nascer uma criança
Para todos há alegria
Sendo um começo de vida
Pra todos vamos dizendo?!
Esta foi Deus que mandou
A todos abençoou
Por isto agradecemos

Quando Rebeca nasceu
Fiz logo uma poesia
No modelo de cordel
Pra demonstrar alegria
Gabriel foi diferente
O tempo cansa a gente
Deixando a mente fria!

Gabriel por ser menino
Muito trabalho não deu
Com três meses já me escutava
Uma amizade cresceu
Bebeca já estava grande
Cabelo comprido e franja
Sempre me obedeceu?!

Perdi o ônibus um dia
Por isto não fui trabalhar
Antes que os bares abrissem
Eu comecei a vagar
Procurando um aberto
Principalmente um mais perto
Para cigarro comprar
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Então encontrei Deisinha
Dizendo quero falar
Tenho uma novidade
Alegre para te contar
De um jeito mais moderno
Com meu jeitinho esperto
Pra o senhor não se zangar

Eu estava pressentindo
Que eu tinha um tumor
Um mioma mais ou menos
Mais quando cheguei ao Doutor
O resultado foi certo
O medico muito esperto
Para assim falou!

- Este mioma instalado
Ai em seu intestino
Tem cabeça, braço e perna
E por cima é menino
Com seis semanas de idade
Conte esta novidade
Para todos seus visinhos!

E o tempo foi passando
Os noves foram completados
Um domingo fui dormir
Estava um pouco mamado
E como um castigo dito
Uma hora da manhã
Por Deise eu fui acordado!
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Pai acorda que o menino
Esta querendo nascer
Bota o carro pra fora
Anda logo podes ver
Se não nascer no caminho
Duvide só um pouquinho
Eu lhe pago pode crês!

Dia nove de dezembro
Domingo ensolarado
Do ano dois mil e dez
Fui dormir meio chapado
Não pensando que Gabriel
Tava caindo do céu
Pra me fazer animado

Botei o carro pra fora
E acordei Alexandre
Sonolenta Teresinha
Se levantou de chambre
Rumamos pro hospital
Deisinha passava mal
Gabriel tava chegando.

Naquele dia as ruas
Estava congestionada
Rádios patrulhas andavam
Cumprindo certos mandatos
Procurando por Arruda
Setuação absurda
Para um chefe de estado
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Mais me animei um pouco
Mesmo estando cansado
Gabriel para nascer
Estava sendo escoltado
Digo: Ele vai ser famoso
Ou então muito dengoso
Com todo este aparato!

No carro a parturiente
Se retorcia e gemia
Alexandre segurava
Com a força que podia
Gabriel nasce não nasce
Antes que me apertasse
Quase isto acontecia

Chegando ao hospital
Na porta o carro encostei!
Desceu Deise e Alexandre
O carro na frente parei
Gabriel tinha nascido
Logo que eu tinha saido
Depois que estacionei!

Foi muito rápido o parto
Para casa retornei
Teresa se assustou
Quando de volta cheguei
Dormi o resto da noite
E como por um açoite
Ao hospital retornei
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Dia 10 no outro dia
Levei mochila e sacola
Cueiro, talco, vestido
Para não perder a hora
Cheguei lá foi muito cedo
Falo não peço segredo
Apenas umas dez horas.

Chegando na portaria
Dei o nome da parturiente
Disseram: Não deu entrada
Aqui sai e entra gente
Talvez já tenha ido embora
Eu disse: Minha senhora!
Todos aqui estão dementes!

- Como ela teve alta!
- Se ontem a noite pariu!
Procurei em todas as salas
- Será se ela sumiu?
Juntamente com o menino
Já ta me dando um tino
Eu vou ligar pro meu tio!

Meu tio não vai resolver
Nada na sua procura
Vamos esperar um pouco
Deixe um pouco de frescura
- Mais quem o seu tio?
Eu falei com todo estilo
-É o presidente Lula!
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Fiquei sentado esperando
De olho no corredor
Quando vinha uma maca
Perguntavam-me: Vovô
É aquela que esta vindo
Como estava sem menino
Eu dizia: Não senhor!

Ate que uma certa hora
Uma maca apareceu
De longe eu conheci
Susto danado passei
Gritei logo é aquela
Branca, agitada e magrela
Por sorte não me enganei!

Deitada em cima da maca
Com as pernas penduradas
Falando alto e muito
Com o maqueiro brigava
Quando de mim se aproximou
O porteiro perguntou
- É esta meu camarada!

- É esta mesmo amigo
Eu estou aliviado
Pensei que minha menina
Tinha sido seqüestrada
Juntamente com o menino
Esta tudo agora fino
Igual queijo e marmelada.
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Chegando à sala onde
Ela ficaria internada
Pedi pra ver a criança
Deisinha estava braba
Achando o menino feio
Não faço conta do alheio
Vamos a verdade dos fatos!

Olha que menino feio!
Olhudo todo enrugado
- Calma Deise ainda é cedo
Ele é recém chegado
Ainda não tem nem um dia
Ele vai te dar alegria
- Eu acho ele engraçado!

- E tem só mais uma coisa
Se vierem te visitar
Não fale deste menino
Só para não azarar
Diga que ele é bonito
Mesmo não estando escrito
Vamos um pouco esperar.

Hoje dois anos passado
Gabriel ficou mimoso
Os seus olhos arredondados
Chama a atenção do povo
O cabelo muito preto
Nele não se ver defeito
Ele é muito gracioso!
185/6
Com 20 meses não fala
Mais muito ele entende
Decora as coisas fáceis
Observa e compreende
Já sofre por pouca idade
E por esta numa cidade
Superlotada de gente

Tem criança quando nasce
Sua mãe lhe acompanha
Ate uns anos de idade
Nesta vida desumana
O filho fica com, os outros
Se esta achando pouco
É nas primeiras semanas!

Tem uns que dão ate sorte
Tendo uma avó sadia
Olha o neto poucas horas
Às vezes ate um dia
Não saindo da família
Cria-se com mais alegria
Sadio e não definha!

A mãe tem que trabalhar
Não pode o filho levar
Com o menino no colo
Mãe não pode se concentrar
E tem o pior de tudo
Que parece um absurdo
O patrão não aceitar!
187/7
É claro que estou falando
Do filho do mais ou menos
Se for o filho do pobre
Leia o que estou escrevendo
Cria-se por ter nascido
Fica velho e sofrido
Disto todos estão sabendo (segui depois o final)

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