segunda-feira, 29 de abril de 2013

pequeno amor

Uma Estória curtinha de amor
Por: Manoel Paixão Barbosa
Local: Águas Lindas de Goiás

Uma estória curtinha
Com um casal se passou
Viveram as vidas juntas
O que mais admirou
Nunca se separaram
O que mais admirava
- um ao outro sem amor

Quando se conheceram
Estavam os dois jogados
Pelo caminho da vida
Ela era separada
Nas costas levava dois filhos
Não se sabe como aquilo
-Por acaso se encontraram

Surgiu  uma amizade
Quase por uma razão
O rapaz era solteiro
Sem parente e sem irmão
Resolveram se juntar
Para a vida tentar
Uma boa união

Mesmo tendo ela dois filhos
Pequeno ainda de colo
O rapaz não se importou
Em carregar a sacola
Para ele um favor
Mesmo não tendo amor
-Juntou-se a corviola
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E o tempo foi passando
Viviam ate mais ou menos
Ela trabalhando em casa
Vendo os meninos crescendo
Ele um trabalhador
E nunca se importou
- do que tava acontecendo

Os amigos ou os visinhos
Para um ou o outro falavam
Da diferença de idade
Mas eles não se importavam
Morando em um barraco
As falas não tinham mal
Pra frente a vida empurravam

Um acordo foi firmado
Mesmo sem ser registrado
Os dois filhos não podiam
Ser com o dutor mal criado
E nem o dutor reagia
As birras ou as manias
Das brigas dos enteados

No tempo esta senhora
Morava na invasão
Em um barraco pequeno
Por causa da precisão
Mas por causa da pobreza
Ali não tinha tristezas
Era pura diversão

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La nos anos de 70
Houve baita confusão
Queriam tirar os moradores
Todos daquela invasão
Ninguém queria sair
Ficavam a resistir
Por uma boa razão.

As cidades se expandido
Para todos os lados
E os ricos não queriam
Pobre morando ao seu lado
Foi feito um levantamento
Então a qualquer momento
Eles seriam retirados

Escolheram uma fazenda
Grande e bem nivelada
Os topógrafos ali fizeram
Medição e separaram
Quadra por rua e lotes
O governo dando o bote
Para a fazenda os levava

Ate que belo dia
O alarme foi tocado
A primeira residência
Seria ali desmontada
E num grande caminhão
O povo da invasão
Para a fazenda foi levada

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E foi formada a Ceilândia
Bem no meio do serrado
De baixo de chuva e sol
Eram eles despejados
Para levantar o barraco
Ninguém tinha um trocado
Um desespero danado

Naquele terreno vasto
No chão vermelho batido
Areia, poeira e vento.
Sem arvores, desprotegidos.
Todos eles misturados
Solteiro, velhos ou casados.
Era muito do sofrido!


Ainda não tinha água
Traziam em carro pipa
Formava uma fila grande
E no meio tinha briga
Por uma lata de água
Quase tudo ali faltava
Quem tava lá que o diga

Ainda não dera tempo
De montar supermercado
As vendinhas improvisadas
Eram muito disputadas
Mercadoria eram poucas
Uma cidade de loucos
Mas era ate engraçado.

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Quando chovia era lama
Quando secava era poeira
Cavar poço não podia
Era a maior canseira
Para banhar e lavar
Só sabe quem tava lá
Verdade não é asneira!

Devagarzinho Ceilândia
Ia se desenvolvendo
As casas sendo construídas
As quadras aparecendo
Água sendo encanada
A energia era rara
Mais pouco estava se vendo

Veio os primeiros asfaltos
Pelas vias principais
As ruas esburacadas
E os coliformes fecais
Boiavam em cima das águas
Pelas ruas, e os quintais!

Pioneira uma empresa
De transporte coletivo
Começou ali a rodar
Velando os indivíduos
Para o local de trabalho
Ruim ou bom nada falo
Não tive nada com aquilo!

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Começou surgir mercado
Farmácia, açougue e boteco.
Madeireira que vendia
Da tenha ate o prego
Areia saibro e cimento
Carregada em jumento
Na carroça com a égua!

No começo era difícil
Ate para se andar
Precisava de um barbante
Para na porta amarrar
Quando saísse na rua
A volta era tão crua
Podia se perder por lá

Fizeram um chafariz
Quase mesmo no centro
De todos os lados
Para buscar água vinha gente
Passamos dificuldade
O progresso da cidade
Ia vir brevemente!

Começou tudo a mudar
Somente com um edital
Para ser realizada
No Distrito Federal
A primeira eleição
Causa de admiração
Para a nova capital!

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Foi grande o reboliço
No colégio eleitoral
Pra escolher candidato
Foi aquele festival
Tinha gente ate de sobra
Filho, genro, neto e sogra.
Queriam ver o cacau!

Mais era o cacau de cifrão
Quando pose eles tomassem
Aquela casa é boa
Qualquer um que adentrasse
Aquela casa tão rica
E melhorava de vida
Mesmo que não enricasse

A estória é de amor
Mais é importante frisar
Estes dados de Ceilândia
Para poder encaixar
Como e onde se passou
Este caso que marcou
Aos que ouvirem contar.

Voltamos agora ao assunto
No começo citado
O Romeu e Julieta
Estavam muito empenhados
Em criar os dois meninos
Conforme o seu destino
Tinha a eles reservado.

A mais velha estudando
Para ser alguém na vida
Na escola do governo
Não sendo boa lhe digo
Mais a pessoa é quem faz
O teado que lhes traz
O motivo da cobiça

O segundo que era menino
Não era de estudar
Começou cedo na vida
No caminho errado andar
Mais era trabalhador
Depois de velho consertou
Não dar nem para reclamar

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Não sabemos bem o motivo
De algo acontecer
O Romeu desta estória
Começou muito a beber
Mais sem causar prejuízo
Mais incomodava os filhos
Mesmo filho dele não ser!

Ate que veio a surpresa
Julieta engravidou
Daquilo veio um menino
Um pouco amenizou
Mas começou uma discórdia
E a carga ficou torta
Mesmo assim não virou.

Sete anos se passaram
Ai veio uma menina
Por sinal muito querida
Ai a causa se anima
Aquele casal idoso
Sofrido, bravo teimoso.
Fez festa com serpentina!   


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

nascimento de gabriel

NASCIMENTO
DE
GABRIEL
POR:
Manoel Paixão Barbosa.

Depois que estamos criados
Já velho um pouco cansado
A família pelo mundo
Todos os membros espalhados
Vêm nossos segundos filhos
Nos se alegramos daquilo
Por eles somos consolados

egundo filhos os netos
Mas que os filhos, queridos
Por que quando eles vêm
Os filhos estão crescidos
Os avôs estabilizados
Por isto são esperados
Tenho experiência nisto!

Só dois teve o trabalho
De levar no hospital
Rebeca foi a primeira
Gabriel não foi o tal
Que preocupação
Outros moram e então
Teve ajuda parternal.
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Ao nascer uma criança
Para todos há alegria
Sendo um começo de vida
Pra todos vamos dizendo?!
Esta foi Deus que mandou
A todos abençoou
Por isto agradecemos

Quando Rebeca nasceu
Fiz logo uma poesia
No modelo de cordel
Pra demonstrar alegria
Gabriel foi diferente
O tempo cansa a gente
Deixando a mente fria!

Gabriel por ser menino
Muito trabalho não deu
Com três meses já me escutava
Uma amizade cresceu
Bebeca já estava grande
Cabelo comprido e franja
Sempre me obedeceu?!

Perdi o ônibus um dia
Por isto não fui trabalhar
Antes que os bares abrissem
Eu comecei a vagar
Procurando um aberto
Principalmente um mais perto
Para cigarro comprar
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Então encontrei Deisinha
Dizendo quero falar
Tenho uma novidade
Alegre para te contar
De um jeito mais moderno
Com meu jeitinho esperto
Pra o senhor não se zangar

Eu estava pressentindo
Que eu tinha um tumor
Um mioma mais ou menos
Mais quando cheguei ao Doutor
O resultado foi certo
O medico muito esperto
Para assim falou!

- Este mioma instalado
Ai em seu intestino
Tem cabeça, braço e perna
E por cima é menino
Com seis semanas de idade
Conte esta novidade
Para todos seus visinhos!

E o tempo foi passando
Os noves foram completados
Um domingo fui dormir
Estava um pouco mamado
E como um castigo dito
Uma hora da manhã
Por Deise eu fui acordado!
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Pai acorda que o menino
Esta querendo nascer
Bota o carro pra fora
Anda logo podes ver
Se não nascer no caminho
Duvide só um pouquinho
Eu lhe pago pode crês!

Dia nove de dezembro
Domingo ensolarado
Do ano dois mil e dez
Fui dormir meio chapado
Não pensando que Gabriel
Tava caindo do céu
Pra me fazer animado

Botei o carro pra fora
E acordei Alexandre
Sonolenta Teresinha
Se levantou de chambre
Rumamos pro hospital
Deisinha passava mal
Gabriel tava chegando.

Naquele dia as ruas
Estava congestionada
Rádios patrulhas andavam
Cumprindo certos mandatos
Procurando por Arruda
Setuação absurda
Para um chefe de estado
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Mais me animei um pouco
Mesmo estando cansado
Gabriel para nascer
Estava sendo escoltado
Digo: Ele vai ser famoso
Ou então muito dengoso
Com todo este aparato!

No carro a parturiente
Se retorcia e gemia
Alexandre segurava
Com a força que podia
Gabriel nasce não nasce
Antes que me apertasse
Quase isto acontecia

Chegando ao hospital
Na porta o carro encostei!
Desceu Deise e Alexandre
O carro na frente parei
Gabriel tinha nascido
Logo que eu tinha saido
Depois que estacionei!

Foi muito rápido o parto
Para casa retornei
Teresa se assustou
Quando de volta cheguei
Dormi o resto da noite
E como por um açoite
Ao hospital retornei
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Dia 10 no outro dia
Levei mochila e sacola
Cueiro, talco, vestido
Para não perder a hora
Cheguei lá foi muito cedo
Falo não peço segredo
Apenas umas dez horas.

Chegando na portaria
Dei o nome da parturiente
Disseram: Não deu entrada
Aqui sai e entra gente
Talvez já tenha ido embora
Eu disse: Minha senhora!
Todos aqui estão dementes!

- Como ela teve alta!
- Se ontem a noite pariu!
Procurei em todas as salas
- Será se ela sumiu?
Juntamente com o menino
Já ta me dando um tino
Eu vou ligar pro meu tio!

Meu tio não vai resolver
Nada na sua procura
Vamos esperar um pouco
Deixe um pouco de frescura
- Mais quem o seu tio?
Eu falei com todo estilo
-É o presidente Lula!
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Fiquei sentado esperando
De olho no corredor
Quando vinha uma maca
Perguntavam-me: Vovô
É aquela que esta vindo
Como estava sem menino
Eu dizia: Não senhor!

Ate que uma certa hora
Uma maca apareceu
De longe eu conheci
Susto danado passei
Gritei logo é aquela
Branca, agitada e magrela
Por sorte não me enganei!

Deitada em cima da maca
Com as pernas penduradas
Falando alto e muito
Com o maqueiro brigava
Quando de mim se aproximou
O porteiro perguntou
- É esta meu camarada!

- É esta mesmo amigo
Eu estou aliviado
Pensei que minha menina
Tinha sido seqüestrada
Juntamente com o menino
Esta tudo agora fino
Igual queijo e marmelada.
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Chegando à sala onde
Ela ficaria internada
Pedi pra ver a criança
Deisinha estava braba
Achando o menino feio
Não faço conta do alheio
Vamos a verdade dos fatos!

Olha que menino feio!
Olhudo todo enrugado
- Calma Deise ainda é cedo
Ele é recém chegado
Ainda não tem nem um dia
Ele vai te dar alegria
- Eu acho ele engraçado!

- E tem só mais uma coisa
Se vierem te visitar
Não fale deste menino
Só para não azarar
Diga que ele é bonito
Mesmo não estando escrito
Vamos um pouco esperar.

Hoje dois anos passado
Gabriel ficou mimoso
Os seus olhos arredondados
Chama a atenção do povo
O cabelo muito preto
Nele não se ver defeito
Ele é muito gracioso!
185/6
Com 20 meses não fala
Mais muito ele entende
Decora as coisas fáceis
Observa e compreende
Já sofre por pouca idade
E por esta numa cidade
Superlotada de gente

Tem criança quando nasce
Sua mãe lhe acompanha
Ate uns anos de idade
Nesta vida desumana
O filho fica com, os outros
Se esta achando pouco
É nas primeiras semanas!

Tem uns que dão ate sorte
Tendo uma avó sadia
Olha o neto poucas horas
Às vezes ate um dia
Não saindo da família
Cria-se com mais alegria
Sadio e não definha!

A mãe tem que trabalhar
Não pode o filho levar
Com o menino no colo
Mãe não pode se concentrar
E tem o pior de tudo
Que parece um absurdo
O patrão não aceitar!
187/7
É claro que estou falando
Do filho do mais ou menos
Se for o filho do pobre
Leia o que estou escrevendo
Cria-se por ter nascido
Fica velho e sofrido
Disto todos estão sabendo (segui depois o final)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

simone




Simone companheira de trabalho.

manolopb




foto no dia do lançamento de Saudade de minha Terra

Nascimento de Pipoco

O nascimento do menino chamado
Pipoco

Boniteza é admirável
Em todo lugar com certeza
Feiúra é incansável
Por muito pouco que seja
Lugar de feiúra é pouco
Vou contar como Pipoco
Nasceu feio sem beleza!

Mesmo não o conhecendo
Só tendo umas noticias
Não me mandaram um retrato
Porem eu nunca fui disto
Vou tentar a descrever
Para o povo dizer
É feio não sendo místico!

Quando ainda era criança
Não era de admirar
Pai e mãe tinham esperança
Quando crescer melhorar
Mais quanto mais crescia
A feiúra a gente via
Com ele mais aumentar.

Seu nome admirava
A quase todas as gentes
Sua feiúra era tanto
Que os mais inteligentes
Pensavam que ele era
De fora da estratosfera
Doutro planeta emergente.

Tinha a cabeça comprida
As orelhas penduradas
As bochechas meio grandes
E o nariz achatado
Faltava acabamento
Em cima, em baixo, na venta
- que negocio atrapalhado!

A boca era pequena
Atrapalhando a fala
Quando falava cuspia
A baba não segurava
A cabeça não tinha forma
Nem quadrado e nem bola
A nada se assemelhava.
Os olhos eram pequenos
Igualmente os de lampreia
Quando andava na rua
Ou quando ia à feira
Chamava tanta a atenção
Igual não tem no sertão
Outra pessoa mais feia!

Conforme ia crescendo
A sua fama aumentava
Por causa de sua feiúra
Pra lhe verem, lhe procuravam
Era uma atração artística
Era feiúra esquisita
Que a todos admiravam,

Sua gestação foi complicada
Antes mesmo de nascer
Fez sua mãe nove meses
De enjoou padecer
E as coisas mais estranhas
Com uma fome tamanha
Ela queria comer

Um dia pediu ao marido
Que não era assim tão feio
- Quero comer e sem falta
Um bom pedaço de telha
Das feitas na olaria
E como ali não tinha
João passou aperreio.

- Como eu vou encontrar
Telha aqui neste sertão
Todas as casas são cobertas
De palhas, sepus e torarão
Este desejo só pode
Pelo que a mente me acode
Ser uma arte do cão!

- Procure logo encontrar
O trabalho não importa
Ou você quer que seu filho
Nasça com a boca torta?
Vá para outra cidade
Pra fazer minha vontade
Montado ate numa porca!

Ele teve que fazer
De sua mulher a vontade
Pegou uma burra e montou
E foi para outra cidade
Debaixo de chuva e lama
Se a mente não me engana
Passou ate privacidades!

Quando matou o desejo
De comer caco de telha
A mulher falou marido
Outra coisa me aperreia
To coçando a goela
Uma lasca de gamela
Misturada com areia!

Mais não é qualquer areia
Esta daqui me arrepia
Quero areia de primeira
Sem ser da beira do rio
Quero daquela que fazem
Cerâmica, pia e ladrilho!
E forma pra esquadrilha!

Lá se vinha outro trabalho
Mais uma aporrinhação
Onde ele ia encontrar
Ali naquele sertão
Coisa desta natureza
Agora tinha certeza
Tinha li dedo do cão!

Quando encontrou a areia
Com a lasca ele juntou
Fez aquela misturada
Em uma cuia botou
Ela comeu a vontade
Aquilo não era maldade
O marido assim pensou!

O marido já estava
Ate mesmo desconfiado
Os desejos mais estranhos
Tinham se manifestado
Dizia ele, eu quero ver
O que ela quer comer
- Espero chifre assado!

Não terminou de pensar
Ela chamou o marido
Dizendo: Esta criança
Esta judiando comigo
Não estou agüentando
Acho que ele esta chorando
Dentro de minha barriga!

E para ele se calar
O que temos que fazer
É comer chifre assado
Trate logo de fazer
Ou você não quer que ele
Entre em desespero
E morra antes de nascer!

Diz o marido este é fácil
Chifre aqui tem é demais
Ascendeu uma fogueira
Bem longe dos animais
E foi procurar um chifre
Para torrar como disse
Nos versos logo atrás!

Quando o chifre estava assado
Quase ao ponto de queimado
Ele levou pra mulher
Que já estava deitada
Ao comer aquele chifre
O informante que disse
Joana ficou entojada.

E logo sua barriga
Começou a se bulir
Ela falava: marido
O menino quer sair
Me leve para a parteira
Não estou de brincadeira
Acho que vou é parir!

Numa sexta feira 13
E a lua estava cheia
O tempo ficou nublado
A coisa estava era feia
O tempo mudou de repente
Pra vim àquele inocente
Negro ia entrar na peia!

Arrumaram uma jumenta
A bicha era meio braba
Montaram a mulher de banda
Não podia ir escanchada
A estrada era ruim
Não perguntem para mim
Se eles estavam errados.

Por que no caso a parteira
Era que tinha que vir
Ate a casa de Joana
Para ela poder parir
E não Joana ir a parteira
Pra não responder besteira
Eu vou lhe explicar aqui!

Parecia premunição
O que estava acontecendo
Em plena época de seca
Ali estava chovendo
Ainda mais no nordeste
Onde o cabra da peste
Vê água e vai logo tremendo!

A parteira não atendeu
O chamado de socorro
Onde Joana morava
Era em cima de um morro
Bem acima de um abismo
Se for lá não tem juízo
Nem cabeça com miolo

A noite continuava
Com relâmpago e trovão
Muito vento com rajadas
Alem da escuridão
Água caia nas costas
A estrada muito torta
No meio daquele sertão.

Com muito custo chegaram
Onde a parteira morava
Entraram numa casinha
A coisa ai melhorará
Descansados mais um pouco
A espera por Pipoco
Calmamente esperavam.

Lá para as tantas da noite
Ouviram um longo grito
Nem um ouvido humano
Aquilo não tinha ouvido
Um som todo misturado
De onça, cabrito e gado
Bastante e muito esquisito

Hora em que Pipoco nasceu
Aquele som foi soprado
Ali naquele momento
Terminou de Joana o parto
E também um sofrimento
Alegria no momento
Ouvia-se pra todo lado.
O presidente que mais deixou
Saudades em todo o sertão
Durante os anos de vida
Que me entendi por cristão
Foi Inácio Lula da Silva
O nordestino suspira
Com a sua atuação


Presidente popular
Em todo mundo aclamado
Governou com a mão firme
O país e os estados
Transformou todo nordeste
Onde o cabra da peste
Sempre foi aperreado!


Antes de Lula o pobre
Não podia comer frango
Um dos dois tava doente
Se a mente não engana
Era assim o falatório
Quase em todo repertorio
Entre a classe mediana!


Hoje já não é preciso
O frango adoecer
E nem tão pouco o pobre
Para carne ele comer
Já ficou foi luxuoso
Gingado e muito manhoso
Podendo ate escolher


Com uma transformação
Neste país já mais visto
O nordeste enriqueceu
Quase em todos os sentidos
Dando diguinidade
Ao povo de renda baixa
Com uma boa política.


Quando foi para deixar
O cargo de presidente
Houve a preocupação
E um grande desempenho
Para deixar um sucessor
Na altura e no valor
Leia o caso e entenda


Sua escolha foi feita
Com uma forte confiança
Dilma era a escolhida
Por acompanhar as andanças
E para dar seguimento
Nos projetos em andamentos
Sem fazer qualquer mudança


Elegeu-se e ganhou
De outros partidos fortes
Ao assumir o governo
Não exigiu nem um dote
Mais escondido um nixo
Um bocado de ministro
Contrario pensando forte!


Logo que tomou posse
Começou a se mexer
E ministro sem caráter
Começou a aparecer
Parecia ate um vírus
Contaminando ministros
Coisa rara de se ver


De se ver com tenta freqüência
Gente daquele escalão!
Uns faziam trambicagem
Uns outros corrupção
Deles a sua linguagem
Mas para nos fora da casa
Chamamos mesmo é ladrão!


Gozado, quando era Lula
Nunca que houve esta farra
A não ser com o Arruda
O único que entro na faca
José Dirceu e Severino
E outros peixes mufinos
Que não atrapalhou nada!